FUI
Peço desculpa, mas vou ter de ir descer o Atlântico, mesmo ao lado do continente africano.
Volto dentro de uns dias. Com fotos, eventualmente, e, espera-se, de coração mais alegre.
Fiquem bem. :)
Caeiro, também aqui, é o mestre. Este blogue é mantido por Possidónio Cachapa e todos os que acham por bem participar. A blogar desde 2003.
24 de outubro de 2003
23 de outubro de 2003
TOLENTINO
Juntei mais um blog aos meus favoritos. Não me parece que seja um Intruso. Antes pelo contrário.
Só não concordo com a teoria das luvas nas bombas de gasolina. Mas isso será, por certo, um desvario poético de quem nunca teve um carro a gasóleo e comichão no nariz...
Juntei mais um blog aos meus favoritos. Não me parece que seja um Intruso. Antes pelo contrário.
Só não concordo com a teoria das luvas nas bombas de gasolina. Mas isso será, por certo, um desvario poético de quem nunca teve um carro a gasóleo e comichão no nariz...
MÔNICA
Em homenagem à passageira do banco de trás do meu carro e às horas felizes de férias antigas, aqui deixo o link para a entrevista feita pela Sara Figueiredo Costa ao grande Maurício de Sousa. Está no Beco das Imagens.
Em homenagem à passageira do banco de trás do meu carro e às horas felizes de férias antigas, aqui deixo o link para a entrevista feita pela Sara Figueiredo Costa ao grande Maurício de Sousa. Está no Beco das Imagens.
O C.E.M.
Hoje pediram-me que escrevesse um texto sobre o Centro Em Movimento.
Disse logo que sim. Como poderia dizer não a uma escola que luta teimosamente contra a corrente do lucro, da facilidade artística e que ao mesmo tempo faz das suas portas uma praça aberta para quem gosta da dança, da performance, da literatura, etc, etc... ?
Só um poder cego não percebe que este é um projecto indispensável.
Hoje pediram-me que escrevesse um texto sobre o Centro Em Movimento.
Disse logo que sim. Como poderia dizer não a uma escola que luta teimosamente contra a corrente do lucro, da facilidade artística e que ao mesmo tempo faz das suas portas uma praça aberta para quem gosta da dança, da performance, da literatura, etc, etc... ?
Só um poder cego não percebe que este é um projecto indispensável.
O DRAMA DE S.FRANCISCO
Ao correr Lisboa de ponta a ponta, em apetrechamento equatorial descobri por que vivemos estes tempos de ganância e desinteresse. É que no mês de Outubro já não se arranja um par de sandálias discretas e confortáveis, que permitam a alguém ter os pés aos fresco, neste ou noutro clima. Não há condições para o franciscanismo, é o que é...
Ao correr Lisboa de ponta a ponta, em apetrechamento equatorial descobri por que vivemos estes tempos de ganância e desinteresse. É que no mês de Outubro já não se arranja um par de sandálias discretas e confortáveis, que permitam a alguém ter os pés aos fresco, neste ou noutro clima. Não há condições para o franciscanismo, é o que é...
LITERATURA
Bloqueado pelo "comentar", esse caprichoso mecanismo, o Joaquim Paulo pede-me que cole a sua resposta ao post "em vez de escrever, blogo", na zona de comentários. Segue com honras de post inteiro ;-)
"ias-me enganando, possidónio, já ia a dar responso a esse jpn de triste ideia quando de repente, antes de clicar no comentar dei com o meu nome lá em cima e disse, meio esbaforido: "é pá, mas o jpn sou eu!". "mas eu disse isto?", "assim?", não estava a negar, percebes, nós nos comentários, ao telefone, a sono solto, às vezes dizemos coisas que não reconhecemos como nossas, coisas que em situações mais enervadas rebatemos com alguma contundência...vai daí, a páginas tantas, já ia obrigar-me a escrever cem vezes, em letra corrida: “ não escreves nem mais um comentário esta semana”, é que descobri que era um comentário que tinha deixado no post república das bananas. Comentário que já de si era a cauda de um post que tinha acabado de escrever...é claro que nele, como aqui, eu falava do choque entre a nossa realidade que mais parece ficcionada...era justamente nessa açoriana que eu pensava, nessa açoriana, decerto afável e doce que depois de deitar a canalha, e antes de se dirigir à estante, pega no controlo remoto e zarpando entre telejornais pode ser acometida da dúvida se quem fez o alinhamento do jornal, quem escreveu aquelas noticias lidas pelo Manuela M. Guedes, pelo Rodrigo G.C, pelos Josés da 1, não terá sido o Possidónio, o Nuno Artur ou o Rui Cardoso Martins...era só por isso que me pareceu que podia ser útil separar as águas...mas nem disso faço muita questão, claro. ias-me enganando, possidónio... abç jpn "
Bloqueado pelo "comentar", esse caprichoso mecanismo, o Joaquim Paulo pede-me que cole a sua resposta ao post "em vez de escrever, blogo", na zona de comentários. Segue com honras de post inteiro ;-)
"ias-me enganando, possidónio, já ia a dar responso a esse jpn de triste ideia quando de repente, antes de clicar no comentar dei com o meu nome lá em cima e disse, meio esbaforido: "é pá, mas o jpn sou eu!". "mas eu disse isto?", "assim?", não estava a negar, percebes, nós nos comentários, ao telefone, a sono solto, às vezes dizemos coisas que não reconhecemos como nossas, coisas que em situações mais enervadas rebatemos com alguma contundência...vai daí, a páginas tantas, já ia obrigar-me a escrever cem vezes, em letra corrida: “ não escreves nem mais um comentário esta semana”, é que descobri que era um comentário que tinha deixado no post república das bananas. Comentário que já de si era a cauda de um post que tinha acabado de escrever...é claro que nele, como aqui, eu falava do choque entre a nossa realidade que mais parece ficcionada...era justamente nessa açoriana que eu pensava, nessa açoriana, decerto afável e doce que depois de deitar a canalha, e antes de se dirigir à estante, pega no controlo remoto e zarpando entre telejornais pode ser acometida da dúvida se quem fez o alinhamento do jornal, quem escreveu aquelas noticias lidas pelo Manuela M. Guedes, pelo Rodrigo G.C, pelos Josés da 1, não terá sido o Possidónio, o Nuno Artur ou o Rui Cardoso Martins...era só por isso que me pareceu que podia ser útil separar as águas...mas nem disso faço muita questão, claro. ias-me enganando, possidónio... abç jpn "
UM PAÍS TODO PIPI
Quis o destino que fosse dar uma aula na zona da Praça da Alegria (Lisboa). E que visse um amigo a entrar para o Maxims, onde um cartaz anunciava a festa de lançamento do livro O MEU PIPI. Lembrei-me do convite que tinha recebido, entrei e deparei com um cabaré cheio de homens, uma mesa com um editor (respeitável), um desconhecido e uma bomba. Não tardou que o vernáculo explodisse, perante uma plateia semi-delirante.
Já o disse e repito: ler um post do Pipi tem alguma graça; a gente não está habituada ao palavrão grosso e ri-se. Como alguém que dá um peido num jantar de cerimónia e os convivas não conseguem conter o riso durante uns minutos. Depois cansa. A alguns, pelo menos. Não todos, ou não haveria gente a subir ruas e a propôr passar aquilo a livro. Nem gente para o comprar.
Não tenho nada a dizer sobre a qualidade da prosa.. Mas não quero viver no mesmo país que esta gente.
Não tem a ver com puritanismo ou com vontade de ter um país certinho de gente a discutir literatura e cinema. Não. Tem mais a ver com a fartura de riso alarve. É a boçalidade estar por toda a parte que me deixa este sentimento de desolação.
Baptista-Bastos, aquando da publicação do seu último romance, No Interior da Tua Ausência, terá falado num país "abandonado".
É assim que eu me sinto hoje, ao olhar aquela mesa; ao ouvir esta mancha de BigBrother que alastra: um português à deriva.
Quis o destino que fosse dar uma aula na zona da Praça da Alegria (Lisboa). E que visse um amigo a entrar para o Maxims, onde um cartaz anunciava a festa de lançamento do livro O MEU PIPI. Lembrei-me do convite que tinha recebido, entrei e deparei com um cabaré cheio de homens, uma mesa com um editor (respeitável), um desconhecido e uma bomba. Não tardou que o vernáculo explodisse, perante uma plateia semi-delirante.
Já o disse e repito: ler um post do Pipi tem alguma graça; a gente não está habituada ao palavrão grosso e ri-se. Como alguém que dá um peido num jantar de cerimónia e os convivas não conseguem conter o riso durante uns minutos. Depois cansa. A alguns, pelo menos. Não todos, ou não haveria gente a subir ruas e a propôr passar aquilo a livro. Nem gente para o comprar.
Não tenho nada a dizer sobre a qualidade da prosa.. Mas não quero viver no mesmo país que esta gente.
Não tem a ver com puritanismo ou com vontade de ter um país certinho de gente a discutir literatura e cinema. Não. Tem mais a ver com a fartura de riso alarve. É a boçalidade estar por toda a parte que me deixa este sentimento de desolação.
Baptista-Bastos, aquando da publicação do seu último romance, No Interior da Tua Ausência, terá falado num país "abandonado".
É assim que eu me sinto hoje, ao olhar aquela mesa; ao ouvir esta mancha de BigBrother que alastra: um português à deriva.
22 de outubro de 2003
LOBO ANTUNES
A conselho do Aviz, cliquei no link e fui até ao DesejoCasar, ler a descrição de uma apresentação do nosso Quase-nobel. Divertida e muito menos cruel do que seria se fosse o próprio autor a escrever.
A conselho do Aviz, cliquei no link e fui até ao DesejoCasar, ler a descrição de uma apresentação do nosso Quase-nobel. Divertida e muito menos cruel do que seria se fosse o próprio autor a escrever.
CORTE DE CABELO
O José Rodrigues Miguéis tinha um problema com os barbeiros. Quando se afeiçoava a um, morria. Ora de velhice, ora de congestão por ter lavado a própria cabeça depois do almoço.
A mim, acontece-me quase a mesma coisa.
Não posso dizer:"Este gajo corta bem", que o homem muda de cidade, de país, ou zanga-se com as colegas cabeleireiras que o cobrem de mimos verbais (Ver "O Nylon...", mal comparado - lol). Enfim, uma cruz que me leva a peregrinar de tasco em tasco, sem que o escalpe possa respirar tranquilo.
Ontem, fui a outro, na rua ao lado da minha. Lavou-me a cabeça com água gelada e muitas descupas porque-o-termo-acumulador-falhor-prontos!, mas isso não interessa para o caso.
Enquanto aguardava vez, tive direito ao defumar do que me pareceu uma tiazorra de 2ª e que se veio a revelar ser uma alcoviteira de 1ª. Entre nuvens de Marlonbrandoro ia revelando o seu ódio às brasileiras (leia-se "prostitutas brasileiras"), nomeadamente as envolvidas no caso da "mães de bragança". Não que ela fosse amiga da peripatéticas do Ninho. Não, o que a chateava era o facto das mininas se afirmarem "mais quentes que as portuguesas". Aí é que estava o busílis. Não vou descrever o discurso porque pode haver alguma criança intelectual que visite este blog, mas a coisa acabou assim: "E se alguma dessas..%$$$# se chegasse ao pé de mim, a dizer que era mais quente, eu agarrava-lhe num braço e dizia "Ó minha %&$#%# se é assim, vamos já ali à farmácia, compramos 2 termómetros e enfiamozosm na Coisa". Logo se havia de ver quem era a mais quente!!".
Ainda tenho o couro cabeludo a recuperar desta experiência.
O José Rodrigues Miguéis tinha um problema com os barbeiros. Quando se afeiçoava a um, morria. Ora de velhice, ora de congestão por ter lavado a própria cabeça depois do almoço.
A mim, acontece-me quase a mesma coisa.
Não posso dizer:"Este gajo corta bem", que o homem muda de cidade, de país, ou zanga-se com as colegas cabeleireiras que o cobrem de mimos verbais (Ver "O Nylon...", mal comparado - lol). Enfim, uma cruz que me leva a peregrinar de tasco em tasco, sem que o escalpe possa respirar tranquilo.
Ontem, fui a outro, na rua ao lado da minha. Lavou-me a cabeça com água gelada e muitas descupas porque-o-termo-acumulador-falhor-prontos!, mas isso não interessa para o caso.
Enquanto aguardava vez, tive direito ao defumar do que me pareceu uma tiazorra de 2ª e que se veio a revelar ser uma alcoviteira de 1ª. Entre nuvens de Marlonbrandoro ia revelando o seu ódio às brasileiras (leia-se "prostitutas brasileiras"), nomeadamente as envolvidas no caso da "mães de bragança". Não que ela fosse amiga da peripatéticas do Ninho. Não, o que a chateava era o facto das mininas se afirmarem "mais quentes que as portuguesas". Aí é que estava o busílis. Não vou descrever o discurso porque pode haver alguma criança intelectual que visite este blog, mas a coisa acabou assim: "E se alguma dessas..%$$$# se chegasse ao pé de mim, a dizer que era mais quente, eu agarrava-lhe num braço e dizia "Ó minha %&$#%# se é assim, vamos já ali à farmácia, compramos 2 termómetros e enfiamozosm na Coisa". Logo se havia de ver quem era a mais quente!!".
Ainda tenho o couro cabeludo a recuperar desta experiência.
S.TOMÉ E PRÍNCIPE
Para a semana, podem descansar das opiniões (pausa para citar uma amiga escritora (das boas ;-) ) que depois de vir ao Prazer_ em passo acelerado me disse: "muita opinião tens tu!" - lol!) deste vosso criado.
A convite do IPLB vou até às ilhas longínquas, a pisar a linha favorita do Miguel Sousa Tavares, falar de literatura portuguesa. Da minha e de outras.
Enquanto passo revista aos aspectos culturais do país, via internet, não consigo tirar da cabeça o ar alegre das pessoas e a sua forma de estar no mundo, a lembrar-nos que devemos ser completamente loucos para nos matarmos por coisas urbanas.
Quem quiser espreitar, pode olhar por esta janela.
Para a semana, podem descansar das opiniões (pausa para citar uma amiga escritora (das boas ;-) ) que depois de vir ao Prazer_ em passo acelerado me disse: "muita opinião tens tu!" - lol!) deste vosso criado.
A convite do IPLB vou até às ilhas longínquas, a pisar a linha favorita do Miguel Sousa Tavares, falar de literatura portuguesa. Da minha e de outras.
Enquanto passo revista aos aspectos culturais do país, via internet, não consigo tirar da cabeça o ar alegre das pessoas e a sua forma de estar no mundo, a lembrar-nos que devemos ser completamente loucos para nos matarmos por coisas urbanas.
Quem quiser espreitar, pode olhar por esta janela.
EM VEZ DE ESCREVER, BLOGO
Chegou o frio. Mitigado, o que sinto, o de Lisboa. Mais acima e mais abaixo, amigos e família ligam os aquecedores ou acendem as lareiras. Na cidade é tudo filtrado.
Comenta o JPN: "já agora, valerá a pena os ficcionistas deste reino proporem um selo de qualidade biológica para a ficção, uma espécie de região demarcada do imaginário?".
Parece-me evidente que não. Se nem nós próprios temos a certeza do interesse das coisas que frequentemente escrevemos, como nos poderíamos pronunciar sobre os outros?... Enquanto leitores? Nem assim: melhor leitor é a senhora que vive na sua ilha açoriana e que à noite, depois de sair do banco, meter a canalha jantada na cama, se senta na busca do entendimento e prazer de um autor. E, que eu saiba, ninguém lhe ouvirá uma palavra pública sobre a primazia de um livro sobre todos os outros. Quanto muito, um: Não gostei deste e fui pegar noutro que já tinha lido, antes de me ir deitar...
Que somos nós, para lá disto?
Chegou o frio. Mitigado, o que sinto, o de Lisboa. Mais acima e mais abaixo, amigos e família ligam os aquecedores ou acendem as lareiras. Na cidade é tudo filtrado.
Comenta o JPN: "já agora, valerá a pena os ficcionistas deste reino proporem um selo de qualidade biológica para a ficção, uma espécie de região demarcada do imaginário?".
Parece-me evidente que não. Se nem nós próprios temos a certeza do interesse das coisas que frequentemente escrevemos, como nos poderíamos pronunciar sobre os outros?... Enquanto leitores? Nem assim: melhor leitor é a senhora que vive na sua ilha açoriana e que à noite, depois de sair do banco, meter a canalha jantada na cama, se senta na busca do entendimento e prazer de um autor. E, que eu saiba, ninguém lhe ouvirá uma palavra pública sobre a primazia de um livro sobre todos os outros. Quanto muito, um: Não gostei deste e fui pegar noutro que já tinha lido, antes de me ir deitar...
Que somos nós, para lá disto?
20 de outubro de 2003
CANÇÃO DA VERDADE JOVEM
A verdade cantava no escuro
No cimo da tília sobre o coração
O sol há-de amadurecer dizia
No cimo da tília sobre o coração
Se os olhos o iluminarem
Troçámos da canção
Agarrámos prendemos a verdade
Cortámos-lhe a cabeça debaixo da tília
Os olhos estavam noutro sítio
Ocupados com outra obscuridade
E nada viram
VASKO POPA (trad. Eugénio de Andrade, in “Rosa do Mundo”)
A verdade cantava no escuro
No cimo da tília sobre o coração
O sol há-de amadurecer dizia
No cimo da tília sobre o coração
Se os olhos o iluminarem
Troçámos da canção
Agarrámos prendemos a verdade
Cortámos-lhe a cabeça debaixo da tília
Os olhos estavam noutro sítio
Ocupados com outra obscuridade
E nada viram
VASKO POPA (trad. Eugénio de Andrade, in “Rosa do Mundo”)
19 de outubro de 2003
MINI-PUB
Em resposta às pessoas que me perguntam onde podem encontrar novas ficções minhas (vá-se lá saber porquê...!), remeto-as para o Correio da Manhã, aos domingos, onde quinzenalmente alterno- por assim dizer - literariamente, com o José Luis Peixoto (Arosendo: para a semana tens mais uma história do teu escritor favorito ;-) ). Esta semana, fui eu.
Em resposta às pessoas que me perguntam onde podem encontrar novas ficções minhas (vá-se lá saber porquê...!), remeto-as para o Correio da Manhã, aos domingos, onde quinzenalmente alterno- por assim dizer - literariamente, com o José Luis Peixoto (Arosendo: para a semana tens mais uma história do teu escritor favorito ;-) ). Esta semana, fui eu.
18 de outubro de 2003
ABUSO DE MENORES
E por falar em questões de saúde, não é preciso ser um génio para perceber que a RTP é um cancro que nunca terá cura. Todas as pessoas que conhecem de perto a casa diriam publicamente o mesmo, se não tivessem programas em espera para serem aprovados, ou não corressem o risco de ser despedidos como assessores e perder os chorudos cheques. Pronto, mas isso é Portugal e o seu sistema de minto-se-me-deres-qualquer-coisinha, nem adianta falar...
Um dos sectores onde a incompetência é gritante HÁ DÉCADAS, é o departamento de programas infantis. A falta de competências profissionais das sucessivas direcções arrasta-se, como se fosse um depósito onde cai tudo o que não presta. Para provar isto, basta passar os olhos nas escolhas (e investimentos) dos programas para este target que passam na rtp1 na 2 e na RtpInternacional. Nesta última, podemos assistir a programas absolutamente patéticos, em que um apresentador razoável, luta contra a produção mais pindérica de que tenho memória, o cenário mais piroso (modelo anos 80) e operadores de câmara que projectam as suas lindas sombras sobre a figura das criancinhas aparvalhadas que por lá assistem... Quanto aos textos ditos... Não tenho palavras... Se pensarmos que a Rtp internacional é o mais importante dos canais já que dependem dele milhares de portugueses espalhados pelo mundo, perceberemos a gravidade da situação.
Ps: se voltasse a falar do assunto daqui a 5 anos, o seu teor seria provavelmente o mesmo. Provavelmente só as moscas metidas por cunha teriam mudados. Porque quanto à merda...
E por falar em questões de saúde, não é preciso ser um génio para perceber que a RTP é um cancro que nunca terá cura. Todas as pessoas que conhecem de perto a casa diriam publicamente o mesmo, se não tivessem programas em espera para serem aprovados, ou não corressem o risco de ser despedidos como assessores e perder os chorudos cheques. Pronto, mas isso é Portugal e o seu sistema de minto-se-me-deres-qualquer-coisinha, nem adianta falar...
Um dos sectores onde a incompetência é gritante HÁ DÉCADAS, é o departamento de programas infantis. A falta de competências profissionais das sucessivas direcções arrasta-se, como se fosse um depósito onde cai tudo o que não presta. Para provar isto, basta passar os olhos nas escolhas (e investimentos) dos programas para este target que passam na rtp1 na 2 e na RtpInternacional. Nesta última, podemos assistir a programas absolutamente patéticos, em que um apresentador razoável, luta contra a produção mais pindérica de que tenho memória, o cenário mais piroso (modelo anos 80) e operadores de câmara que projectam as suas lindas sombras sobre a figura das criancinhas aparvalhadas que por lá assistem... Quanto aos textos ditos... Não tenho palavras... Se pensarmos que a Rtp internacional é o mais importante dos canais já que dependem dele milhares de portugueses espalhados pelo mundo, perceberemos a gravidade da situação.
Ps: se voltasse a falar do assunto daqui a 5 anos, o seu teor seria provavelmente o mesmo. Provavelmente só as moscas metidas por cunha teriam mudados. Porque quanto à merda...
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